Histórico do Colégio
No final do século XIX, a cidade de Corumbá, após passar pelos tempos difíceis depois da Guerra do Paraguai, progredia a olhos vistos pela intensidade e variedade do comércio, pela chegada de muitos imigrantes europeus e do Oriente Médio. Nesse tempo também chegaram aqui, para permanecer, os salesianos que haviam se instalado em Montevidéu e em Cuiabá. A rota para as regiões interioranas sempre fora o Rio Paraguai.

Os salesianos vieram para fundar um colégio, atender o povo e os jovens. Iniciaram a construção do antigo prédio do colégio enquanto provisoriamente abriram as primeiras classes de aula para a educação fundamental. O contato com a população aconteceu de forma simples; os salesianos dedicaram-se também ao trabalho pastoral com a alegria e satisfação em poder realizar uma atividade necessária e esperada por todos.

Com o amplo desenvolvimento da cidade de Corumbá no início do século passado e com os diversos passos da integração da cidade à vida nacional, o colégio vivenciou por mais de 111 anos as etapas do desenvolvimento da região. A primeira etapa consistiu em oferecer aos jovens uma educação consistente e apropriada conforme os ditames da escola planejada por D. Bosco: uma educação completa, preparação para o exercício da cidadania e a vida cristã de acordo com os princípios da Santa Igreja Católica. Dessa forma o colégio abrigou internos e externos por mais de sessenta anos quando a comunicação com o coração do Brasil acontecia através das linhas aéreas ou pela NOB. Com o desenvolvimento do pantanal e da exploração dos minérios, ao lado da sociedade corumbaense, o Santa Teresa esteve atuante na primeira metade do século passado.

Depois de 1960 cessou o internato para acentuar o fortalecimento do externato. Ao lado do colégio, sob a gloriosa direção do Pe. Miguel Alagna, surgiu o belo Santuário de Maria Auxiliadora, penhor da devoção dos salesianos a Nossa Senhora; também surgiu o prédio anexo com a fundação do Círculo Operário e respectiva escola mantida pelo SESI, sob a coordenação do dinâmico Pe. Miguel.

Sob a gloriosa presença de tantos salesianos dedicados, o sistema preventivo de D. Bosco, resumido pela qualidade pedagógica e educativa pautada pelas relações educativas a partir das três palavras “ Razão, Religião e Carinho”, foi a norma básica da vida educativa do Santa Teresa. Por suas classes e pátios passaram os filhos de tantas famílias originárias do pantanal ou de famílias de emigrantes que aqui receberam a devida orientação e formação para se tornarem “Bons Cristãos e Honestos Cidadãos!” Esse foi o horizonte pedagógico inaugurado por D. Bosco e inspiração constante do trabalho das inúmeras comunidades salesianas que por aqui trabalharam e viveram alegremente a perspectiva educativa salesiana conforme a cultura dessa gloriosa cidade.

Em 1972, por proposta do governo do estado celebrou-se um convênio com o Estado e o Santa Teresa tornou-se uma escola estadual conveniada. Favoreceu à celebração desse convênio a construção do enorme prédio de três andares paralelo à rua XV de novembro. Esse convênio perdurou para mais de 20 anos e o Santa Teresa nesse tempo mantinha uma população estudantil que variou de 4.976 alunos em 1975 a 3.500, nos anos finais do convênio. Foi uma etapa muito intensa da atividade educativa; eram três turnos de atividades com a presença de muitos alunos. Retornou ao critério e à vida de escola particular na década de 1990. Retomou o ritmo de uma escola salesiana primando sempre pela manutenção de sua identidade pedagógica e histórica.

Depois dos 100 anos, duas etapas dinamizaram a vida estudantil do Santa Teresa. A primeira adveio com a vinda dos cursos do antigo IESPAN para se tornarem mais um estágio na ascensão da formação dos corumbaenses. Em convênio com a UCDB de Campo Grande, o Santa Teresa assumiu o ensino Superior que perdura e se mantém sob o título de Faculdade Salesiana de Santa Teresa. Dois cursos atualmente acontecem no período noturno: Direito e Economia. Aguardam-se novos cursos.

O segundo acontecimento importante ocorreu com a renovação e reforma dos ambientes do segundo e terceiro andar do prédio da rua XV. As salas foram climatizadas e os ambientes receberam nova cor que tornou o Santa Teresa um colégio agradável em todos os sentidos.

O diretor atual, Sr. Altair G. M. da Silva, com essas reformas deu passos grandiosos na eficiência e eficácia educativa dessa instituição. Ao adotar material didático atualizado, “o Positivo”, conseguiu que o ensino e a formação, nesses últimos dez anos, se concretizassem de forma magistral. Mantém fortemente presente a identidade da educação salesiana e oferece um ensino competente em seu conjunto.

Esse tempo se transforma numa época gloriosa do Santa Teresa. Como no passado em que muitos ex-alunos se destacaram no cenário político nacional, no empreendedorismo, os alunos atuais do Santa Teresa, pela excelência de formação e da seriedade dos estudos, terão um futuro sempre aberto e garantido pela frente. Essa é a grande contribuição que a diretoria atual presta às famílias dessa gloriosa cidade, sempre fiel aos princípios de D. Bosco e aos anseios da sociedade corumbaense

 
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